quinta-feira, 26 de abril de 2012

O CAMINHO


— Que achas, Govinda? Estamos no caminho certo? Pensas que nos aproximamos do conhecimento? Chegamos mais perto da graça? Ou, quem sabe, movimentamo-nos num círculo fechado, justamente nós que queríamos escapar ao circuito?
A isso respondeu Govinda:
— Olha, Sidarta, aprendemos muito, mas muita coisa ainda resta-nos aprender. Não nos movimentamos num círculo fechado, senão subimos sempre. O círculo é uma espiral. Já galgamos numerosos degraus. 

(Temos que insistir!)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Corgito ergo sum



Minha mente e meu coração têm sido separados. Mas não são só eles. Outros compartimentos se distanciam comprometendo-se em conflitos intermináveis, alimentando a frustração e a contínua confusão metafísica. O tempo caminha a passos largos, nessa tarde quente do século XXI, enquanto a fragmentação do interior humano espelha a perspectiva de um mundo convicto da multiplicidade de objetos e acontecimentos separados. Somos egos isolados no mundo categorizante.

"Quando a mente está pertubada produz-se a diversidade de coisas, mas quando a mente está sossegada, a multiplicidade de coisas desaparece" (Ashvaghosha, poeta e filósofo indiano).

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sem estresse: lição 1



"Mantenha sempre suas palavras leves e doces pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas".

Tempo de Despertar



"O YANG, Atingindo o seu clímax, retira-se em favor do YIN".

domingo, 22 de abril de 2012

Sidarta



— Govinda! — disse Sidarta ao amigo — Govinda, meu caro, vem comigo até à figueira. À sua sombra, entreguemo-nos à meditação.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Consequência




Obrigado, consequência.

Comecei a deslizar no gelo de sal com minhas próprias muletas e a nutrir-me de pão e mel.

Consciente, já estou tocando o chão e posso gritar bem alto que o desmame do medo de viver diferente pode ser real.

Minha invisibilidade faz diferença quando estou próximo dos acordes noturnos dos eloquentes alados.

Pois, não me ponho no colo do destino como um gatinho dócil

e domado.

terça-feira, 17 de abril de 2012

FATÍDICO




Em Mossoró e em Zodanga, qualquer problema de saúde indefinido chama-se virose. Cólicas terríveis, corridas desesperadas ao banheiro ou outro lugar, náuseas cortantes e flutuantes, dores no corpo todo. Por favor, não mexa comigo! Descarregue junto a esse fatídico, o eco de que "todos os professores são vagabundos". Viva você, Sr. E.